Pegasus

Fazenda Monte Olimpo

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DIONÍSIUS ou BACO
O Deus Luxúria e dos Prazeres Carnais.
Protetor dos desafortunados.

 Mais uma vez traindo Hera, sua esposa e irmã, Zeus durante várias noites amou a Deusa mortal Semele, para a qual aparecia em forma de relâmpago. Ao descobrir a traição Hera a procurou e sabendo que nenhum mortal sobreviveria à visão divina, aconselhou-a a pedir que Zeus se mostrasse em seu verdadeiro aspecto. Zeus atendeu seu pedido. Mal tinha aparecido em toda sua glória, o palácio se incendiou e Semele morreu entre as chamas. Auxiliado por Hephaestus, Zeus arrancou o feto do ventre de Semele e costurou-o em sua própria coxa onde completou a gestação. Chegando o momento o pequeno rasgou a carne paterna e saiu à vida. Era Dionísius. Foi criado pelas ninfas sendo o único Deus gerado por uma mortal. A imagem de sua mãe não lhe saia da lembrança até que um dia resolveu procurá-la e conduzi-la com honras e pompas de Deusa ao Olimpo. Encontrou-a no lúgubre e sombrio mundo dos mortos, onde reinava Hades, o senhor dos infernos. Dionísius nada falou de seu intento a Hades, pois já contava com sua recusa. Preferiu se dirigir à linda e esposa, Persephone, a quem prodigalizou palavras doces e ricos presentes, o que lhe valeram a obtenção à mãe de volta. Dionísio é caracterizado como uma divindade cujos mistérios inspiram a adoração ao êxtase e o culto às orgias. As bacantes eram um grupo de devotos femininos que deixavam seus lares para vagar em busca de êxtase em devoção a Dionísius. Usavam peles de veado e a eles eram atribuídos poderes ocultos. Era bom e amável àqueles que o honravam, mas trazia loucura e destruição para os que desprezavam as orgias a ele dedicadas. Em homenagem a ele anualmente eram celebrados rituais que duravam cinco dias. Estas celebrações frenéticas traziam libertinagem e intoxicações. Estas formas de adoração a Dionísius na Itália eram chamadas Bacanálias e quando se tornaram extremas, foram proibidas pelo Senado. Dionísius vaga eternamente pelo mundo seguido por uma série de criaturas como Pan, Príapus, ninfas, sátiros, silenos que o ajudam a disseminar os bacanais, a luxúria, a embriaguez e os prazeres da carne. Era o símbolo da vida dissoluta.