Pegasus

Fazenda Monte Olimpo

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GÓRGONAS - Medusa
Olhar fatal que petrificava as pessoas.

As Górgonas eram seres terríveis que, embora monstros, eram consideradas divindades primordiais, pertencentes à geração pré-olímpico. Haviam três, denominadas: Esterno, Euríale e Medusa, todas filhas de duas divindades marítimas, Fórcis e Ceto. Delas, apenas a última, Medusa, era mortal, sendo as outras imortais. O nome de Górgona é geralmente dado a Medusa, considerada como a Górgona por excelência. As três irmãs monstruosas eram temidas pelos deuses e pelos homens, habitavam o extremo ocidente, possuíam cabelos em forma de serpentes venenosas, presas de javali, mãos de bronze e asas de ouro. Como suas irmãs, Medusa representava as perversões. Euríale, simbolizava o instinto sexual pervertido e, Esterno a perversão social.

Medusa também é símbolo da mulher rejeitada, e por sua rejeição incapaz de amar e ser amada, odeia os homens nas figuras do deus que a viola e abandona e as mulheres, pelo fato de ter deixado de ser mulher bela para ser monstro por culpa de um homem e de uma deusa. Medusa é a própria infelicidade, seus filhos não são humanos, nem deuses, são monstros.

Diz o mito que outrora Medusa fora uma belíssima donzela, orgulhosa de sua beleza, principalmente dos seus cabelos, que resolveu disputar o amor de Zeus com Athena. Esta deusa enraivecida transformou-a em monstro com cabelos de serpente. Seu sangue tinha o dom de matar e ressuscitar pessoas.

Perseus, filho de Zeus e de Dânae, foi abandonado em uma barca no mar pelo avô, Acrisius. A barca flutuou ater Sérifo, onde foi encontrada por um pescador que levou a mãe e o filho a Polydectes, rei do país, que os tratou com bondade. Quando Perseus tornou-se homem, o tirano de Sérifo, Polydectes, aconselhado por Athena, mandou-o combater o monstro e ordenou: “traga-me a cabeça da Górgona Medusa”. Para encontra-las emprestou as sandálias aladas de Hermes, uma rede para prender a cabeça de Medusa, e o Gorro da Invisibilidade de Hades. Olhando apenas o reflexo de Medusa no escudo, usou uma foice para cortar a cabeça da Medusa, enquanto esta dormia e a jogou na rede.

O sangue que escorreu do pescoço da Górgana foi recolhido por Perseus e tinham propriedades mágicas: o da veia esquerda era um veneno mortal, já o da veia direita um poderoso remédio capaz de ressuscitar os mortos. Embora tendo dentro de si o remédio da vida, ironicamente sempre usou o veneno da morte.

Em torno da caverna onde vivia, viam-se as figuras petrificadas de homens e de animais que tinham ousado contempla-la. Ao retornar Perseus lhe mostrou a cabeça da Górgona ao rei tirano, Polydectes, que se transformou em estátua ali mesmo onde estava.